A madeira bruta
é serrada e em seguida são feitos os cortes e furos
de acordo com os diâmetros externos e internos de
cada pio. A precisão das partes internas (corredores
de ar) são de fundamental importância para atingir
o som ideal. Nesta etapa, a madeira é preparada para
ser acoplada ao torno.
2ª
etapa :
As partes dos
pios são adaptadas em tornos com RPM ideal e, através
de rústicas ferramentas (formões e paquímetros) confeccionadas
na própria fábrica, inicia-se o desbaste e as medições
da madeira, dando o design externo ao pio. Esta etapa
não tem importância na afinação, entretanto é fundamental
no caráter estético.
3ª
etapa :
Considerada a
mais importante e minuciosa, esta etapa é responsável
pela qualidade do som; feita de forma individual e
totalmente manual, com utilização de ferramentas extra
afiadas, o que requer do artesão maior atenção possível,
pois qualquer desbaste a mais pode acarretar a perda
da peça. Alguns pios possuem trinadores, que quebram
o som em forma de trinados e originam-se da polpa
de galhos de alguns vegetais, pois esse material é
constituído de fibras ultraleves e porosas, representando
grande importância na suavidade do sopro.(foto 07
- trinadores)
4a
etapa :
Todos os pios
possuem no mínimo duas partes: boquilha e corpo, e
outros possuem até sete partes: boquilha, eixos, polias,
correias, palhetas, buchas, trinadores. (foto 08 -
pio desmontado). Essas partes depois de serem devidamente
lixadas e lustradas com o próprio serralho resultante
do desbaste, serão encaixadas , coladas, e posteriormente
recebem camadas de selador (nivelador de reentrâncias
e calafetador de possíveis vazamentos) nas emendas
das partes que compõem o pio. Após esses processos,
serão envernizados em câmaras especiais.